domingo, 27 de março de 2011

lugar onde nunca meus pés pisaram;;

Morretes,
rastros de saudade e esperança.
Perdi um sonho naquele lugar...

Foi perto da Serra em meio as flores.
Era noite e eu estava só.

As estrelas piscavam como quem brinca no céu.
Refletidas na água,
guardadas pela ponte,
estrelas inquietas,
indiscretas.

As estrelas me avisaram pra não ir até a Serra naquela noite.
Me falaram sobre o Medo Escuro que habitava lá.
Pediram meus segredos e todos os meus medos.

Prometeram guarda-los até eu voltar.

Disse a elas que não poderia entregar-lhes assim,
nem as conhecia direito!

Elas riram.
Riram e se riram de tamanha ignorância.

Eram as estrelas de Morretes.
Estrelas belas,
frias e um pouco inconsequentes.

-Não seja tola menina,guardaremos teus segredos,
só nós os teremos e quando amanhecer contaremos apenas para as flores,
e flores são quietas, apenas ouvem...

-Não confio nas flores._disse eu segurando ainda
mais forte os segredos e todos os medos meus.

Eu e meus milhares de pensamentos tolos
Inquietações que me distraiam.

Caminhei e tentei esquecer do conselho das estrelas.
Nada arrancaria de mim os segredos que tinha.
Eram meus.
Só meus!

Era noite e quanto mais caminhava,
mas a luz se findava.

Não havia nada lá,
Não havia ponte,
Não havia estrela.

Tentei distrair me com o som dos pensamentos.

Eles falavam alto,
gritavam por socorro,
mas eu teimava dizer que não havia perigo algum naquele lugar.

Estava enganada,
iludida.

Não sei bem o que aconteceu,
não me recordo dos contornos que me cercavam.
Apenas corri e deixei escapar o que de mais precioso possuía.

Lembro da sensação de quando senti pela primeira vez minhas mãos vazias.
Frias,
tremiam e abraçavam me tentando me convencer de que tudo ficaria bem.

Estava só.
Corri para a ponte em busca das estrelas.
Corri até não sentir minhas pernas.
Quando cheguei elas haviam partido.
O sol havia chegado.

Chorei,
chorei como quem chora pela primeira vez.

As lágrimas quentes escorriam pela minha face,
quentes e caladas.
Naquela manhã tive que partir.

Morretes guardou dentro dela
o melhor que havia em mim.

Morretes,
guarde pra ti meus segredos.
Não os conte, eu imploro.

Esconda meu sonho até eu retorne.
Não os lance,
nem os entregue.
Os guarde.
Por favor...

Voltarei
Eu sei que voltarei.
Nem que me custe a Vida,
pois a que tenho hoje,
de sonhos esta só e vazia

Estou tentando sobreviver.

Ao me deitar


O céu me ouve agora

Estou perdida sem uma causa

Depois de me dar por inteira

As tempestades de Inverno vieram

E escureceram meu sol

Depois de tudo que passei

A quem posso me voltar

Eu sinto minhas forças partindo para longe ,eu não sei até onde posso ir .
mas quando olho para você senhor,eu sei qeu só tú podes me levantar outra vez e mostrar o caminho,porque cada caminho que tomei


Levou-me ao desgosto

E não sei se irei  fazer,
 senão levantar a minha cabeça e tentar novamente.

Aquela pequena rosa..

Conselhos de uma Rosa.

-Não deveria brincar com tua dor menina!
-É minha única fonte de paz._retrucou.
-Nega teus medos, por capricho.
-Não fale sobre o que não podes compreender, nem ao menos tem tu um coração.
Dos meus sentimentos cuido eu!
-Insolente!_disse a rosa em tom ríspido.
-É insuportável ouvir teus conselhos!
-Meu silêncio não dará fim a tuas guerras.
-Mas é do silêncio que preciso.

E foi a menina tentando abster-se da voz da rosa em sua mente

os girassoís

Os Girassóis


Inúmeros rabiscos e rascunhos de Girassóis...

Estava na quinta série e uma das aulas que eu mais gostava era Educação Artística.
Uma hora antes de a aula começar eu já deixava meu caderno de desenho perto de mim.
Minha mente ficava inquieta, independente da aula que estivesse tendo ou da matéria ensinada, à única coisa que conseguia pensar era:
-Daqui a pouco será aula de Artística!

Não sei de onde surgiu esse meu relacionamento com traços e cores,
mas não sobreviveu muito tempo...

A professora chegou.
Não era a mesma professora que ensinava no ano anterior, era outra,
uma professora ranzinza e chata.
Toda professora de Artes tem uma certa poesia no falar,
mas essa tinha palavras de aço e chumbo, nem parecia gostar de arte...

Bem, naquele dia ela entrou apressadamente na classe,
colocou seus materiais em cima da mesa e um cavalete no centro da sala com algumas obras de Van Gogh, entre eles o quadro ‘Doze Girassóis’.

Não gostei de nenhum deles, eram feios!

-Não sei como esses quadros fazem sucesso! Essas cores são muito fortes, todas juntas e pintadas meio que ‘fora da linha’, horrível!_pensei comigo mesma.

Mas a maneira com que a professora se referia a eles era tão entusiasta que achei que eles deveriam ter alguma beleza escondida (bem escondida), algo que só os professores de Arte conseguem ver.

Nosso trabalho era reproduzir aquela obra da maneira mais bonita possível.
Como se fosse possível tamanha façanha.
Pois bem, se ela queria girassóis, eu teria de fazê-los.

Tentei desenhar uma, duas, três vezes... e nada!
Queria deixar a proporção das flores de forma similar a do quadro original,
e por isso pedi para trazer o desenho pra casa a fim de termina lo.

Ela deixou.
Aliás, pediu para que toda classe fizesse o desenho na casa,
e depois ela daria uma nota para ele.

Foi ai que meu relacionamento com aquele quadro começou.

Percebi os detalhes de cada girassol, acho que deveriam ter sido pintados em um daqueles dias em que faz um frio terrível, mas o sol continua lá mesmo sem aquecer.
As cores eram cores de quem gostava de dias claros e seus traços
eram fortes como tempestades.

Tentando desenhar joguei inúmeros desenhos no lixo.
Inúmeros rascunhos e rabiscos de Girassóis.

Nenhum ficava da forma com que eu queria.
Nenhum ficava bom.
Nenhum!

Depois de muito tempo consegui desenhar o quadro.

É claro que não ficou perfeito, mas o tamanho entre as pétalas eram quase ‘proporcionais’.

Guardei o desenho e não via à hora de entregá-lo.

Era a minhaArte’.
Eram os meus Girassóis!
Só eu sabia o quanto havia demorado em fazer aquele desenho.

Alguns da minha sala tiraram seus desenhos com pouco caso,
alguns amassados, outros ainda não terminados.

Entreguei.
Coloquei na mesa da professora e olhei para ele mais uma vez.
Havia passado tanto tempo comigo que saberia descrevê-los em detalhes,
cada pétala e cada cor usada para elas.

Agora era só esperar pela nota.

Quando a gente é criança notas são muito importantes.
Os professores deveriam saber disso.
Passou uma semana e estava ansiosa por ter meu desenho de volta.

A professora entrou, pegou sua pasta e começou a entregar os desenhos e suas respectivas notas.

Alguns de meus colegas de classe já comemoravam a nota:
A e B eram as principais.

-Eu nem desenhei direito!Fiz de qualquer jeito e tirei A!!!_ alguns cochichavam e riam.

É claro que não ia contar a eles o quanto havia me esforçado para que meus girassóis ficassem parecidos com ‘girassóis’.

-Lucian....
Era minha vez!
Levantei e a vontade de ter aquele desenho comigo era tamanha que nem me lembro o trajeto que fiz até chegar à mesa da professora.

A nota estava em vermelho na parte superior da folha.

C.

Tirei a menor nota da classe.
Ninguém tirava nota menor que C nas aulas de Arte.
Ninguém!
-Professora, C?_não pude deixar de perguntar.
-Sim, era para você fazer o desenho e não pedir ajuda de alguém!

Não respondi.
As palavras sumiram.

Durante o resto do ano, todos os desenhos que ela pedia, fazia questão de fazer mal feito.
Minhas notas melhoraram.

Hoje não tenho mais aula de Artes, mas ainda convivo com milhares de Girassóis.
Inúmeros rascunhos e rabiscos de Girassóis...
E as notas?
Bem, elas continuam se repetindo...

C.



Nota de Observação: Nunca mais gostei de desenhos.









Doze Girassóis numa jarra é considerada uma das melhores e mais famosas obras do pintor holandês Vincent van Gogh.

Após a sua chegada ao sul de França, estabelecendo-se em Arles, Van Gogh "descobre" o sentido da cor e da luz, e é neste período que a obra sua sofre a chamada "explosão da cor". Doze Girassóis numa Jarra pode ser considerado o culminar de todo este efeito em

A menina dos livros ...


**Nota: 'Para ser ler um texto é preciso descobrir seu ritmo,
seu tom de voz, sua entonação...
Esse conto é pra ser lida com voz pausada, com voz de quem conta a uma criança um conto...'.
Lu.



A Primeira Lição de um Livro.


.
Era uma estante alta e havia lá livros e mais livros.

Livros de todas as idades e de todos os tamanhos.


Liz sentia que estar naquele lugar era estar em terra estranha,
em terra inexplorada,
em mundo diferente...

‘Não se encontra tantos livros juntos em qualquer lugar’._pensou Liz passando a mão sobre os alguns livros da estante.

Havia alguns que lhe chamavam a atenção, mas em especial,
havia aquele,
o livro de cor ‘bege empoeirado’
que ficava no alto,
na ponta,
segurando todos os outros.

Era um livro mediano,
capa era rústica e o nome do escritor estava apagado.
Nas pontas haviam marcas,
estava velho,
mas nada, absolutamente nada lhe roubava a beleza.

Por que livro não é só a arte das palavras,
é a arte das pontuações,
das capas,
o formato,
as pequenas gravuras,
aqueles pequenos números suspensos no alto da pagina e principalmente
daquela gostosa sensação de companhia.

Liz ainda não havia aprendido a ler, mas já possuía histórias, inúmeras delas.

As letras ainda eram enigmas para a pequena Liz,
mas as palavras...
Ah, as palavras já lhe eram intimas e preciosas.


Mesmo não sabendo ler, Liz podia ficar horas e horas folheando aqueles livros,
contando sobre histórias que nunca havia lido,
mas que estavam lá, em algum lugar.

Naquela tarde ela tocaria o seu livro predileto,
estava disposta a tê-lo com ela naquele entardecer.

Subiu na estante com muito cuidado e pondo-se na ponta dos pés,
esticou seu braço o máximo que pode, como se pudesse,
com um pouco mais de altura,
tocar as estrelas.

Segurou com seus pequenos dedos a lateral do livro e tentou puxá-lo para si.

Era mais pesado do que imaginara.

‘Deve ter muitas palavras obesas lá dentro!’._pensou Liz irritada por sua força não ser suficiente.

Mais uma tentativa e agora o livro estava no chão.

Ele e mais dois.

.

Desceu com cuidado de onde estava e sentou-se no chão.

Pegou o livro, passou seus dedos pela capa e sentiu nele rugas de expressão que só os velhos e sua tia Nice tinham.

Estava com ar pesado,
cara de velho que havia cansado de viver e de pensar.

‘Logo vai morrer tadinho’._lamentou-se a menina.

Abriu o livro.

Só havia palavras e números suspensos no alto de cada pagina.

Sabia contar até dez e percebeu que o livro terminava com o numero 7 mais 8 mais 6.

Havia olhado para aquele livro desde a primeira vez que adentrara a biblioteca de seu avô, mas agora ele estava ali em suas mãos e estava...

Mudo.
Nenhuma palavra lhe veio.

.
Silêncio e um susto.

A chuva havia aumentado lá fora e agora também caiam dos céus relâmpagos, e trovoes gritavam por atenção.

Colocou o livro no seu peito e foi para a janela.

Naquele dia aprendera uma valiosa lição:

‘Às vezes as palavras se vão’.

-Mas elas voltam..._ sussurrou de leve um dos livros que estava no chão, ainda fechado, intacto, nem ainda percebido pela pequena Liz

A história da menina feia

A Menina Feia.


-Estais a olhar aquela menina?_perguntou a Estrela apontando com os olhos uma menina qualquer.
-Sim, estou. Ela me parece bem estranha..._ respondeu o pequeno Cometa.
-Não a julgue por não ter nascido bela._ disse a Estrela com voz de quem conhecia a Vida.
- Olhe, não é apenas feia, é desajeitada também..._ disse o Cometa que tinha anos que lhe cabiam nas mãos.
- A menina nem sempre foi assim, Cometa. Deveria parar de analisar as pessoas pelo que vê.
-Ela era o quê então?
-Não era brisa, nem estrela, era apenas menina. Venha cá, te contarei o que se passou...

Antes de vir ao mundo a menina fez uma aposta,
Pensava ser esperta e, sem medo,
apostou com um Planeta tudo que tinha.
Aceitou entregar seu amor, sua paz e sua beleza,
caso perdesse a aposta.
Se ganhasse, ficaria com o que tinha e mais um punhado de palavras mal feitas.

-Sim, Estrela, pelo que vejo, a menina, perdeu.

A arte de viver e ser mulher !

Sempre digo que: ser mulher é uma Arte!
Por quê? Ora, simples, vejamos...
Você tem que estudar, trabalhar, arrumar casa,ser cativante, educada, fazer dieta,
usar batom e andar de salto alto.
Precisa entender de cor,roupa e de qual tipo de acessório usar em cada ocasião.
Tem que aguentar cantada barata daquele mala que não desgruda e não descer ao nível daquela piriguete que vive tentando te tirar do sério.

Tem que saber como e quando falar e, mesmo assim,corre o risco de ser mal interpretada.
Ter cultura rambém é essencial.
Livros, filmes e teatro. Ler jornais, blogs e até revistas de moda.
E, como se não bastasse,no final do dia estar linda e com um sorriso imenso no rosto.

Realmente, ser Mulher é mesmo uma Arte

pequena sarah



Sara


Todo mundo tem um borrão na alma.
Não importa o passado que tenha tido, há sempre um pedaço rabiscado,
mal feito, cheio de sombras.

Eu estava lá quando mancharam a alma da menina.
O nome dela?
Sara.

Sara tem um sobrenome que não lembro, não é de família importante.
Também não é ’Silva’.

Aconteceu numa tarde em que o sol e o frio disputavam o mesmo espaço.
O ano era mil novecentos e alguma coisa, não lembro bem.
Alias, não lembro de um monte de coisa e por esse motivo este texto será cheio de ‘não sei’.

A menina estudava no mesmo andar da biblioteca.

Triiiimmmmmmmm _ tocou o sinal.

Irritante, por sinal!
Detestava aquele som agudo mais do que detestava os números!!!

O chão era de madeira, madeira velha, coisa de escola centenária.
Ouvia uma multidão de passos apressados, passos e mais passos,
todos juntos.

Guardei o livro para descer.
Entre a escada e a biblioteca, estava a classe de Sara.

Pobre Sara.

A pequena multidão com cadernos nas mãos desaceleraram os passos.
Ouvia risos abafados e olhares de cumplicidade entre eles.
Algo estava para acontecer.
A gente percebe quando há um ar de ‘coisa nova por acontecer’ , ainda mais no colégio, onde essas coisas ficam ainda mais grossas e ásperas que o normal.

Me fiz mistura entre eles.

O local onde a pequena multidão se instalara era em frente à sala de Sara.

-O que havia ali, afinal?_questionava-me.

Quase todos da sala saíram, menos quem a pequena multidão queria.
Esperaram.
Esperaram um pouco só, menos de um minuto e meio.
Não estou bem certa se o tempo foi esse, nessas horas a alma da gente não sabe contar.

-Sara! Sara! Tem gente querendo falar com você!!! _disse uma moça feia de olhos azuis.
Sim, era feia, apesar dos olhos azuis.

Apareceu Sara.

-Sara?! Sara não é nome de princesa? Quem teve coragem de dar esse nome a essa menina? Céus!!! _exclamei na alma.
Era muito contraste!
O nome e a menina.
Sara não era apenas feia, era também muito desengonçada.

Seus cabelos eram longos e ondulados, seriam perfeitos se não fossem tão armados.
Tinha olheiras arroxeadas em volta dos olhos, sorte dela que tinha olhos claros, afinal, a natureza também tem suas atitudes de misericórdia.
E por fim, era gorda.

GOR-DA!

Engraçado como essa palavra parece palavrão, né?
Quando a gente fala ela, da impressão de ter cometido pecado.

Sara chegou com um sorriso no rosto.
Um daqueles sorrisos que a gente,
entrega de presente a um amigo.

Dezenas de olhos sobre a menina.

A pequena multidão não disfarçou, encarou Sara como se quisesse devorar toda alegria que ela possuía.
Sara guardou o sorriso no bolso e deslizou os olhos entre aqueles que a rodeavam.

Os olhos de Sara gritavam por resposta.

Silêncio.
Pequenos estalos de risos contidos.


Ela era a piada, mas qual piada?
Ninguém a contara ainda.

Surgiu da pequena multidão um moço.
Vou descrevê-lo, embora a lembrança de sua atitude me cause náuseas.

Alto, cabelo escorrido.
Olhos castanhos, cabelo escorrido.
Lábios finos, cabelo escorrido.
Tinha cabelo escorrido e ar de quem gostava de maldade.

Desculpe a redundância na descrição,
mas foi assim que minha alma o fotografou.

Os olhos dele passaram pela pequena multidão sorrindo e pedindo atenção.

Silêncio de novo.

De alguma maneira todos sabiam que era para fazer silêncio,
o menino de cabelo escorrido iria falar.

Aqueles olhos castanhos do menino caíram sobre a pequena Sara deslizando do rosto para o pescoço, barriga, quadril, até chegar aos pés e fez, vagarosamente, o caminho de retorno.

Naquele momento tudo que se ouvia era
o silêncio e o coração de Sara.

Tum tum. Tum tum. Tum tum.

O menino do cabelo escorrido quebrou o silêncio,
como quem quebrara um ovo a marteladas.

-Sara? É este teu nome? Já sabes o quanto és feia?! _ disse o menino rindo-se.

Sara manteve seus olhos sobre ele, não recuou o olhar, nem tão pouco corou sua face.
Correu os olhos pela pequena multidão.
Um a um, até todos saírem.

A pequena multidão saiu rindo, feliz.
A alegria contida na tristeza 'do outro' nunca fora tão visível para mim.

-Que culpa Sara tem de ser feia?! _perguntei para a Vida.
Não tive resposta.
A Vida sempre deixa as perguntas mais difíceis sem resposta.

Aquela tarde se partiu, e outras tardes também,
mas a imagem de Sara não.
Não a encontrei pelos corredores, nem na biblioteca.
Não a via em lugar algum.
A vi depois de três meses, no banheiro.
Seu cabelo armado estava preso no alto da cabeça e seus olhos estavam fixos em suas próprias mãos enquanto as lavava.
Em nenhum momento Sara se olhou no espelho.

Quando ergueu os olhos notei que eram os mesmos.
Nem altos,
nem baixos.

Olhar de quem desconfia da vida mas que esta disposta a arriscar.

-Como pode? Sara encarava a vida, o desconhecido e a ironia,
mas não ousava olhar-se no espelho?

-Aposto que nem sabe a cor que seus olhos tem! _pensei

Ao passar por mim Sara sorriu:

-Boa tarde._disse ela.
E seguiu rumo à porta.

Queria lhe dizer milhões de coisas.
Pedir perdão por estar na 'pequena multidão'.
Dizer a ela para não se importar com as palavras do menino de cabelo escorrido.
Mas não disse.

Quando Sara estava abrindo a porta a única coisa que saiu foi:

-Moça! _disse eu no mesmo tempo em que pensava no que iria dizer depois disso.
Ela se voltou para mim e respondeu com um sorriso:
-Oi?-Queria te pedir perdão eu estava lá quand...
-Eu sei, eu a vi, tudo bem..._respondeu ela com um sorriso de quem conhece o perdão.
-Lizzie. Meu nome é Lizzie.
-Sara, prazer._respondeu com sorriso nos olhos.

Éramos estranhas e ao mesmo tempo tão iguais.

Existem coisas na vida que a gente não explica.
-Tenho que ir, Lizzie, boa aula para você.
-Sara!
-Oi?
-Você tem um sorriso lindo!_disse com sinceridade.
-Obrigada._sorriu como quem não está acostumada com elogios.

Ela parecia reagir com mais naturalidade a um insulto do que a um elogio.
Havia um abismo de distancia entre nós, mas éramos feitas do mesmo material.

Conhecer Sara foi um aprendizado, foi ela
quem me ensinou que
é preciso encarar a vida mesmo quando se tem manchas imensas na alma.

Voce me salvou ,quando ninguém veio me salvar.

Palavras soltas e pensamentos vazios


Parecem derramar do meu coração

Eu nunca me senti tão quebrantado assim

Parece que eu não sei por onde começar

Mas é agora que eu sinto a Sua graça derramada como a chuva

Me limpando de tudo e afastando minha dor

Porque eu ainda acredito na Sua fidelidade

Porque eu ainda acredito na Sua verdade



Mãos dadas




Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,

a vida presente







Mais uma das minhas favoritas: Cecília Meireles. Esses versos me inspiram muito, deixam meu coração cheio de esperança. É possível se redescobrir e se reinventar a cada dia. Espero que gostem!

.

Com todo meu amor,

Lu.

minhas frases;;

Tão bom saber que Deus com tanta coisa para cuidar, está com o seu olhar sobre mim!!!

Nossa vida não se resume a este mundo, ao que construimos nele, temos uma eterna e perfeita história ao lado do nosso salvador no céu!
 
"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."

(Carlos Drummond de Andrade)

Vire a página.Tenha novos sonhos.Realize coisas novas!...

O amor é lindo, a felicidade é um hábito a ser escolhido. Deus? É infinitamente mais,perfeito sobre todas as coisas!
'Aquela pequena flor era sólida, não como a madeira ou mesmo o ferro, mas como diamante...' _C.S.Lewis
sonhos bonitos pra quem vai e boas inpiraçoes pra quem fica
 
"Como seres humanos,nós somos dotados de liberdade de escolha e nós não podemos atirar nossa responsabilidade sobre os ombros de Deus ou da natureza. Nós devemos assumi-la. Essa é a nossa responsabilidade!"~> O amor é lindo, a felicidade é um hábito a ser escolhido. Deus? É infinitamente mais,perfeito sobre todas as coisas
Nunca deixe o dia acabar sem um sorriso, sem a certeza de um dever cumprido, se não der certo, apenas sorria e faça o bem... E que amanhã será um novo dia com novos horizontes.
 
 
 

ser livres ..

ser livres

Livres '' Esse texto é de um amigo meu. Gostei. E ele pediu pra publicar. Espero que também gostem. LEITURA BÍBLICA Gálatas 5.1-13 Foi para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5.1). Passageiro: Está livre? Taxista: Sim! Passageiro: Então, viva a liberdade! A liberdade é uma dádiva preciosa de Deus. A Bíblia revela que o Senhor criou o ser humano com liberdade. Mas por sua desobediência o homem tornou-se escravo do seu pecado. Jesus Cristo veio restaurar a liberdade que Deus concedeu ao primeiro homem. Disse: "Conhecerão a verdade e a verdade os libertará" (Jo 8.32). Cristo ensinou que a liberdade precisa ser conquistada. Porém, há obstáculos no caminho que devem ser vencidos para que alcancemos a vitória. 1 – O preconceito. Desde cedo formamos nossa opinião e levantamos barreiras à ação libertadora de Cristo. O preconceito é a intolerância que se desenvolveu em nosso coração e que não nos permite receber Cristo. Qual é o seu? Não crê que só Jesus pode salvar? Não reconhece a Bíblia como palavra inspirada? Não aceita a santidade de vida de cristãos que você conhece? 2 – A tradição. É difícil romper os laços que nos prendem às noções que herdamos. A sombra da tradição familiar tem sido um obstáculo que muitos não têm coragem de vencer, tal o peso e a influência que ela exerce. Nem toda tradição precisa ser superada. Somente as que tolhem os nossos passos na direção de Cristo. 3 – O pecado. Quase sempre falta força para que possamos contrariar a nossa tendência para a prática do pecado. Especialmente a cobiça da carne tem-se revelado como muralha que precisa ser destruída. Paulo ensina aos gálatas: "Vivam pelo Espírito e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito" (Gl 5.16-17). Você foi criado para ser livre. Para viver em paz com Deus. Para receber as bênçãos da misericórdia divina. Vislumbre a liberdade! Está ao seu alcance pela fé em Cristo. Apodere-se da liberdade! É-lhe oferecida graciosamente desde o Calvário. Desfrute da liberdade! É a recompensa real para quem logrou vitória sobre a escravidão do pecado. Só Cristo faz o homem integralmente livre. Daniel Cavalcante

lembranças

Existem coisas que, sozinhos, não conseguimos mudar. Sempre fico triste quando vejo alguém jogado na rua, á margem desse sistema. Mas se eu ficar triste, só triste, seria mais uma á aumentar as tristezas do mundo. E as tristezas só conseguem nos deixar fracos e inertes. O que o mundo precisa é de um exército de gente feliz, capaz de doar de si e do que sabe, capaz de fazer a diferença na vida de algumas pessoas. Meus braços não são do tamanho do mundo, mas foram feitos do tamanho exato de abraçar alguém '' You say you wanna a revolution, well, you know, we all wanna change the word