segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A oração

Súplica de uma jovem




Dá-me, Senhor, ALGUÉM COMO DANIEL

Senhor, seria ingênuo e ridículo,

Se não fosse tão sincero o anseio.

Mas a quem buscar, com este coração sensível,



Este corpo frágil, e esta alma que sonha,

Se não a ti que me conheces,

Pois que me fizeste?

Quero amar alguém, Senhor, mas alguém



Que me ajude a chegar cada vez mais perto de Ti.

Reconheci que a felicidade é relativa,

E proporcional à proximidade Tua.



De que me aproveita ser admirada, querida

por alguém que não te conhece,

que não te reconhece como Senhor,

e amigo verdadeiro?



Quero ser para aquele que te peço,

Uma das demais coisas que lhe acrescentas,

Porque antes te buscou primeiro.

Quero um amor tão forte e duradouro



Como uma prova que de Ti desceu.

Capaz de compensar minha fragilidade,

Que, tendo como meta a eternidade,

Já na terra seja um pedaço de céu.

Não te peço um Davi de Miguel Ângelo,



Nem um César com poder na mão:

Peço-te um homem verdadeiro,

que eu possa chamar de "companheiro."

que antes de esposo seja meu irmão.



Quero alguém que eu admire tanto

E que saiba tanto se fazer amar,

Que eu não me importe de diminuir

Para fazer grande o comum porvir



Do qual eu me orgulhe de participar.

Quero-o de joelhos diante de Ti,

Mas de pé diante do mundo cruel.

Que nada tema senão te ofender,



Que nada busque senão Teu querer,

Nos dias de hoje, um outro Daniel !

Coisas quebradas para a Glória de Deus

Última páscoa, primeira ceia,







fim de um preceito. Princípio do grande fim.






A sombra do Calvário projeta-se sobre a mesa,






A dolorosa ascensão em lugar dos homens.






E por isso o Homem-Deus, o Eterno que vai morrer,






toma o pão, parte-o e distribui entre aqueles que ama,






pelos quais dará a vida: “Tomai, isto é meu corpo






oferecido por vós.” Já no passado muitas coisa foram partidas






Para o bem do mundo e glória deste mesmo Deus






que agora se entrega em holocausto:






O muro de Jericó feito em pedaços abriu a Josué o caminho da terra prometida.






Os cântaros partidos de Gideão permitiram ao povo santo vencer os inimigos






e cultuar seu Deus. Bem mais tarde um vaso de alabastro






foi quebrado para que seu perfume preparasse um Deus para morrer.






Os discípulos descobriram o poder daquele que seguiam,






a eficácia de seus estranhos métodos, mandando lançar a rede em alto mar,






durante a longa noite de vigília, trabalho e decepção.






Coisas pequenas, quebradas, em valor, Transformadas pelo amor que me dá forças






Para pedir também: quebranta-me, transforma-me, liberta-me






dos métodos que tenho seguido sem resultados,






dos princípios que julguei certos e não vieram de ti;






sou apenas argila em tuas mãos, benditas mãos que em sua última noite






quebraram o pão: “Isto é o meu corpo oferecido por vós.”






Quero quebrantar-me também em teu trabalho






Como as redes que se partiram para a grande pesca,






Como o vaso de alabastro para ungir teus pés,






Como os cântaros do passado diante de teus inimigos






para que vejam a luz e te glorifiquem,






bendito Deus, que estás nos céus.