segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Coisas quebradas para a Glória de Deus

Última páscoa, primeira ceia,







fim de um preceito. Princípio do grande fim.






A sombra do Calvário projeta-se sobre a mesa,






A dolorosa ascensão em lugar dos homens.






E por isso o Homem-Deus, o Eterno que vai morrer,






toma o pão, parte-o e distribui entre aqueles que ama,






pelos quais dará a vida: “Tomai, isto é meu corpo






oferecido por vós.” Já no passado muitas coisa foram partidas






Para o bem do mundo e glória deste mesmo Deus






que agora se entrega em holocausto:






O muro de Jericó feito em pedaços abriu a Josué o caminho da terra prometida.






Os cântaros partidos de Gideão permitiram ao povo santo vencer os inimigos






e cultuar seu Deus. Bem mais tarde um vaso de alabastro






foi quebrado para que seu perfume preparasse um Deus para morrer.






Os discípulos descobriram o poder daquele que seguiam,






a eficácia de seus estranhos métodos, mandando lançar a rede em alto mar,






durante a longa noite de vigília, trabalho e decepção.






Coisas pequenas, quebradas, em valor, Transformadas pelo amor que me dá forças






Para pedir também: quebranta-me, transforma-me, liberta-me






dos métodos que tenho seguido sem resultados,






dos princípios que julguei certos e não vieram de ti;






sou apenas argila em tuas mãos, benditas mãos que em sua última noite






quebraram o pão: “Isto é o meu corpo oferecido por vós.”






Quero quebrantar-me também em teu trabalho






Como as redes que se partiram para a grande pesca,






Como o vaso de alabastro para ungir teus pés,






Como os cântaros do passado diante de teus inimigos






para que vejam a luz e te glorifiquem,






bendito Deus, que estás nos céus.

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