Última páscoa, primeira ceia,
fim de um preceito. Princípio do grande fim.
A sombra do Calvário projeta-se sobre a mesa,
A dolorosa ascensão em lugar dos homens.
E por isso o Homem-Deus, o Eterno que vai morrer,
toma o pão, parte-o e distribui entre aqueles que ama,
pelos quais dará a vida: “Tomai, isto é meu corpo
oferecido por vós.” Já no passado muitas coisa foram partidas
Para o bem do mundo e glória deste mesmo Deus
que agora se entrega em holocausto:
O muro de Jericó feito em pedaços abriu a Josué o caminho da terra prometida.
Os cântaros partidos de Gideão permitiram ao povo santo vencer os inimigos
e cultuar seu Deus. Bem mais tarde um vaso de alabastro
foi quebrado para que seu perfume preparasse um Deus para morrer.
Os discípulos descobriram o poder daquele que seguiam,
a eficácia de seus estranhos métodos, mandando lançar a rede em alto mar,
durante a longa noite de vigília, trabalho e decepção.
Coisas pequenas, quebradas, em valor, Transformadas pelo amor que me dá forças
Para pedir também: quebranta-me, transforma-me, liberta-me
dos métodos que tenho seguido sem resultados,
dos princípios que julguei certos e não vieram de ti;
sou apenas argila em tuas mãos, benditas mãos que em sua última noite
quebraram o pão: “Isto é o meu corpo oferecido por vós.”
Quero quebrantar-me também em teu trabalho
Como as redes que se partiram para a grande pesca,
Como o vaso de alabastro para ungir teus pés,
Como os cântaros do passado diante de teus inimigos
para que vejam a luz e te glorifiquem,
bendito Deus, que estás nos céus.
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