Querida Jane,
Conheço tuas palavras e imagino quanta dor foi necessária para que fossem tão belas no papel.
Tua vida é retalho de riso e tristeza, tuas palavras é que confessam o que agora te escrevo.
Com certeza iria contrapor-se ao que escrevo,
tua natureza é feita de opostos.
Choraste por não ter contigo teu amor,
Choraste por não ter contigo teu amor,
penso que o amor que tiveste é mais forte e belo do que outros amores que se dizem reais.
Tiveste um amor raro, intacto,
Tiveste um amor raro, intacto,
jamais tocado pelo tédio e pela desilusão cotidiana.
Foste feliz mesmo com lagrimas, querida Jane.
Não posso confessar com os lábios o que aqui direi,
Foste feliz mesmo com lagrimas, querida Jane.
Não posso confessar com os lábios o que aqui direi,
mas o que mais desejo hoje é o que tiveste em vida: pequenos
pedaços de amor.
Minha busca é pelo olhar que se entrega nos labirintos dos meus em busca da minha alma,
Minha busca é pelo olhar que se entrega nos labirintos dos meus em busca da minha alma,
no sorriso que me promete a eternidade.
Senhorita Austen, como gostaria que pudesse me ouvir, pois entre nós existe o tempo e a vida.
Tentei ser como tu, escrever romances, mas não tenho na alma a profundidade dos significados maiores, então me limito a poucas frases e contos, os quais por pura vergonha, jamais a deixaria ler.
Espero ansiosa pela minha historia, hoje em dia não há homens como Mr. Darcy ou Lefroy, então me renderei ao encanto do amor simples e de poucas palavras.
Tentei ser como tu, escrever romances, mas não tenho na alma a profundidade dos significados maiores, então me limito a poucas frases e contos, os quais por pura vergonha, jamais a deixaria ler.
Espero ansiosa pela minha historia, hoje em dia não há homens como Mr. Darcy ou Lefroy, então me renderei ao encanto do amor simples e de poucas palavras.
Me despeço com a esperança de que um dia eu viverei minha história, e assim como tu, escreverei e despertarei em muitos corações suspiros adormecidos pela ilusão.
*Jane Austen (16 de Dezembro de 1775 - 18 de Julho de 1817) foi uma escritora inglesa proeminente, considerada por alguns como a segunda figura mais importante da literatura inglesa depois de Shakespeare. Ela representa um exemplo de uma escritora cuja vida sem grandes sobressaltos em nada reduziu a estatura da sua ficção.

Nenhum comentário:
Postar um comentário